MÓVEIS PARA DOWNLOAD…

Sim, bem fiquei impressionada! E tenho a obrigação de divulgar…

Ideia genial e linda…

A designer russa Lesha Galkin, do Dopludo Collective, desenvolveu peças de mobiliário, que qualquer pessoa pode fazer as impressões dos desenhos recortar na madeira (ou afins) e depois brincar de montar! Os moldes do banco de bar, mesa de 4 lugares e cadeira, estão estão disponíveis no site: http://www.behance.net/gallery/APTEK-Bar/7649313 , são arquivos em eps, e há para cada móvel vídeos com os passos das montagens. *Abaixo coloquei os arquivos em pdf.

 

 

ARQUIVOS EM PDF:

Aptek_Bar-BarStool [Converted]

Aptek_Bar-Chair [Converted]

Aptek_Bar-Table [Converted]

* todas as imagens deste artigos, foram retiradas do site citado acima.

VISITA GUIADA COM O ARQ. BYRNE, MUSEU MACHADO DE CASTRO

No dia 27 de Maio de 2013, houve uma visita no Museu Nacional Machado de Castro, com o Arquiteto Gonçalo Byrne, autor das obras de remodelação e de ampliação do museu, que ocorreram entre os anos de 2007 a 2012, com reabertura no dia 11.12.12.

Para quem não foi, aqui fica um resumo das explicações ditas pelo arquiteto durante a visita… E também aviso que há a possibilidade de acontecer outra… fiquem atentos!

Palavras do arquiteto:

“Além do património arquitectónico há um património arqueológico. Tocar num património de 2000 anos, foi um grande fascínio. Aqui há uma coleção museológica de grandíssima qualidade…. Sobretudo na escultura do renascimento e na escultura medieval.

… Um fato curioso, é que eu lembro-me de uma situação que José Saramago veio a Portugal nos anos 60/70 e visitou o Museu Machado de Castro e disse: Como é possível uma colecção de tanto valor estar tão pouco valorizada na exposição?!

(Sobre o pátio do Museu)… No século XVI o pátio é coroado com o pórtico de Filippo Tércio, que é um Arquitecto italiano e  Engenheiro Militar, que veio jovem para Portugal e ficou até o Felipe II. Esse arquiteto tem obras muito grandes em Portugal, como o torreão Tércio, do Terreiro do Paço em Lisboa. O pórtico do Tércio, é importante porque finalmente faz a rotação do que era o eixo do Fórum, que estava em cima do criptopórtico romano (ver foto da maqueta). Antes havia uma praça com porticado duplo, de dois pisos.  Em 1910, instala-se o Museu Cívico de Coimbra, na altura que o Bispo sai e cede o paço (este Museu já foi Paço Episcopal da Diocese de Coimbra), mais tarde Museu Nacional Machado de Castro. Em 1998, teve o concurso para a remodelação do Museu. *Neste momento o arquitecto foi interrompido, para ser comunicado que o concurso havia sido em 1999/2000. E responde, com um bom-humo, que em dois mil anos errar um não tem importância nenhuma.

Ainda o Arquiteto a falar sobre o Museu: “Isto foi uma mesa que serviu para expor um pouco a arquitetura da história, ou a história da arquitetura, e sobretudo a história da arquitetura da cidade de Coimbra. Esta questão é importante, pois a primeira reação quando começou-se a trabalhar no Museu foi pensar sobre como mostrar uma coleção (pintura, escultura, etc.), onde este era o  Museu ideal para falar da história da arquitetura, porque está cá toda, porém numa condição de fragmento, com períodos diferentes. Aquilo que realmente é unitário é o criptopórtico romano, que está praticamente intacto e revela, pela sua estrutura, o que terá sido o Fórum Romano. E o Fórum é feito num sítio onde passa o Cardo e o Decumanus da cidade romana. Este Decumanusé um Decumanus menor, pois não é retilíneo, por causa da encosta, e segue até a Sé Velha, em curvas. E até Hoje é reconhecível, o seu trajeto, pois está lá a cloaca romana, ou seja, o grande esgoto da rua romana, e há dois troços expostos, um deles está no criptopórtico.

O projeto, já na fase de obra, sofreu duas evoluções importantes, primeiro houve a aquisição de um segundo terreno, onde está a sede administrativa do museu, que não estava previsto na época do concurso, pois durante as escavações apareceu um resto das lojas e do esgoto romano e o projeto teve que ser modificado. E com isso conseguiram perceber que a rua romana, odecumanos, tinha umas três vezes a largura da rua medieval, gótica. Quer dizer que entre o período romano e o período gótico, já houve especulação imobiliária, ou seja, houve claramente conquista de espaço público. Esta adaptação foi essencial, pois este troço da ruína era muito importante e foi musealizado. Quando sobe a calçada da Sé, vê-se esse troço através de uma grelha. A segunda intervenção que foi introduzida a meio do projeto… um espaço polivalente para exposições temporárias, porém não foi realizado, pois foi descoberto nas escavações do centro do criptopórtico um corpo paralelepipédico grande, onde seria esse espaço polivalente, e também receberia um elevador para facilitar o acesso as pessoas com problemas de mobilidade.

A igreja barroca de S. João de Almedina tem como futuro ser o auditório do museu, mas como foi o local de armazenamento das peças durante a obra, ainda não foi restaurada. E depois de ser, vai funcionar, como já funcionou, antes das obras, como auditório para concertos, conferências, etc. e pode ter a entrada, ou directamente da praça, junto a entrada do Museu, ou através do circuito, por uma porta que dá directamente ao altar da igreja.

O Arquiteto: “Neste projecto de remodelação e ampliação do museu, além do projecto de arquitectura, houve o projecto de arqueologia, e o apoio de várias outras equipas, de iluminação, de sinalética, etc.. Houve uma grande preocupação, no projecto, que os espaços não tivessem um carácter de finalizado, pois ainda há muitas peças encaixotadas, para serem montadas e consequentemente expostas.

Nos anos 60 foi transplantado para cá uma grande peça de arquitectura, completamente fora de escala, e que não tinha nada a ver com o sítio. Era uma capela lateral da Igreja de São Domingues ( Capela do Tesoreiro, séc. XVI), que é um Monumento Nacional, foi desmontada pedra a pedra e remontada no actual local, porém muito encostada ao fragmento do claustro. Ou seja, aqui tem fragmentos de arquitectura que foram escavados e mantidos no local de origem e também fragmentos de arquitectura transplantados.

Um dos dados do programa do concurso, era praticamente os sítios onde se podia fazer obra nova, era toda a ala que já havia sido intervencionada, nos anos 50 pelo arquitecto Luís Lopes, onde foi criado um pátio exterior para instalar a Capela do Tesoreiro (séc. XVI), de João de Ruão. E no projecto apresentado, foi proposto a substituição desta grande nave para dentro do museu, pois estava exposta a chuva, ao sol, e sobretudo aos pombos, estava sendo rapidamente degradada. Portanto era importante protege-la, como ela sempre tina vivido, pois ela vivia dentro de uma igreja, protegida.

A intervenção arquitectónica mais importante, quando se tem todos esses fragmentos, foi criar um circuito com boas condições de exposição, sobretudo na parte de arquitectura e da escultura, já que a pintura tem limitações do ponto de vista da configuração. E tirar muito partido da luz natural. E por isso esse Museu deve ser visitado em várias épocas do ano e em diversos horários. Trabalhar a luz natural, é o tema central da arquitectura, é o principal veículo da expressão do tempo.

Quase todos os museus, na área da pintura, utilizam luz natural, porém os conservadores dizem que não deve ser, pois os raios ultravioletas diminuem o tempo de vida da pintura. Em sua parte é verdade, mas aonde está o bom senso? Historicamente a pintura ou estava na casa das  pessoas, ou estava nas igrejas, ou estava nos palácios, ou seja, a pintura era usada para ser vista em grande parte do tempo com a luz natural e a tendência para não ter a luz natural, para prolongar o tempo de vida, é uma tendência tende a homogeneidade da iluminação, ou seja, não há variações de iluminação. E aqui impôs-se o critério museológico, sem luz natural, com pouca radiação ultravioleta e com pouca variação térmica.”

Pintura:

Esculturas:

Ourivesaria:

Detalhes do circuito:

Para maiores informações sobre o Museu, clique na imagem.

Para maiores informações sobre o Museu, clique na imagem.

CASA DE MATERIAIS 100% RECICLÁVEIS

Existe um projeto para uma casa, na Dinamarca, que será totalmente construída com materiais reciclados.

É o resultado de uma parceria entre o escritório Lendager Architects, com a Realdania Byg Foundation, onde é proposta a construção de uma casa composta somente por materiais reutilizados. A habitação faz parte de um empreendimento que receberá outras cinco casas do tipo.

A “Upcycle House”, como é chamada, tem como intuito desenvolver modelos de residências sustentáveis para substituir as tradicionais casas pré-fabricadas. Além da preocupação com os materiais usados na estrutura da casa, o projeto também prevê soluções para reduzir os gastos decorrentes de seu uso. A construção foi planejada levando em consideração quatro indicadores: redução nas emissões de CO2 (em comparação feita com as casas tradicionais), preço, operação e manutenção (vida útil esperada e despesas com manutenção) e acessibilidade em relação aos materiais.

A base para a casa, de quatro quartos, foi a reutilização de dois contêineres/contentores e molduras de madeira reciclada, dispostos sobre uma base isolante, que inclui o reaproveitamento de isopor/esferovite e garrafas de vidro usadas. As paredes são de drywall, feito com gesso reciclado e preenchido com jornais, que garantem o conforto térmico interno.

A casa ainda conta com uma sala de estar, cozinha e banheiro. O piso é feito de um um composto de plástico reciclado e granulado de madeira. O telhado da foi produzido a partir de latas de alumínio recicladas, que são processadas até virarem uma folha usada como cobertura.

Já na primeira fase da construção, a casa apresentou resultados expressivos, de acordo com os arquitetos, com a redução de 75% das emissões de CO2 em relação à obra de casas comuns.

 

Imagens e informações retiradas do site: http://www.piniweb.com.br/construcao/sustentabilidade/casa-na-dinamarca-e-totalmente-construida-com-materiais-reciclados-289008-1.asp

ESCOLA VERDE

O escritório de arquitetura Chariter Dalix, criou um projeto, de um edifício verde, para a antiga fábrica da Renault. Onde passará a funcionar uma escola, com um ginásio. O conceito deste, além de promover a flora e ajudar a desenvolver a fauna local, é ensinar e incentivar o convívio e o respeito das crianças com a natureza,  através de um Telhado Verde visitável, interligado a vários pisos da escola, com ambientes  inspiradores e criativos.

Além de criar um ambiente saudável num meio urbano poluído. Edifícios assim são além de inspiradores, são excelentes exemplos a serem seguidos.

 

Fonte da informação e das imagens:IAMARCHITECT e GREENPACKS

UNIVERSIDADE DE COIMBRA + ALTA + SOFIA= PATRIMÓNIOS MUNDIAIS

No sábado, 22 de Junho de 2013, A Universidade de Coimbra, assim como a Alta da cidade e a R. da Sofia foram classificadas como património mundial, pela UNESCO. Concordo em género, número e grau com esta classificação. Mas entender o porque, é essencial…

Para tal, tiveram que cumprir alguns critérios:

I. Testemunhar uma troca de influências consideráveis durante um dado período ou numa área cultural determinada, sobre o desenvolvimento da arquitetura, ou da tecnologia das artes monumentais, da planificação das cidades ou da criação de paisagens.

II. Constituir um testemunho único ou pelo menos excecional de uma tradição cultural ou de uma civilização viva ou desaparecida.

III. Oferecer um exemplo excecional de um tipo de construção ou de conjunto arquitetónico ou tecnológico ou de paisagem ilustrando um ou vários períodos significativos da história humana.

IV. Estar direta ou materialmente associado a acontecimentos ou a tradições vivas, a ideias, a crenças, ou a obras artísticas e literárias com um significado universal excecional.

Valores históricos e culturais dos respetivos locais:

A Universidade de Coimbra:
É uma das Universidades mais antigas do mundo. Fundada em 1290, em Lisboa, por iniciativa do rei D. Dinis (foto 01), o qual criou a própria universidade e pediu ao Papa a confirmação. Assim ficou a fazer parte do escasso lote de quinze universidades ativas na Europa, no final do século XIII. Após um período de alternância entre as cidades de Lisboa e Coimbra, a transferência definitiva ocorre em 1537, pela mão de D. João III (foto 02), contando com a forte influência do Mosteiro de Santa Cruz.

A reforma universitária de D. João III, levou ao desenvolvimento de um pólo escolar de modo a comportar o grande afluxo estudantil e a promover uma contínua concessão de graus académicos.

O núcleo mais antigo da Universidade de Coimbra está localizado no conjunto do Paço das Escolas e corresponde essencialmente à mais antiga morada régia do país, o antigo Paço Real de Coimbra. A sua ininterrupta utilização, anterior em 5 séculos à instalação da Universidade, com uma contínua consolidação e evolução construtiva, convertem-no num edifício ímpar e absolutamente original no contexto da arquitectura universitária europeia. Junto a esse núcleo antigo, está situada a Biblioteca Joanina (foto 03), fundada como livraria de estudo, reservada ao serviço da comunidade universitária, assume-se como uma das mais deslumbrantes bibliotecas do mundo, devido a sua forma e riqueza decorativa, quer o seu valioso fundo bibliográfico composto por cerca de duzentos mil volumes, datados entre os séculos XVI a XVIII, e que ainda hoje podem ser consultados.

Durante a sua história de mais de setecentos anos, a Universidade de Coimbra (foto 04) sofreu várias reformas com correspondências em vários domínios do conhecimento e do ensino, materialmente registadas através do seu património construído: da reforma joanina à reforma pombalina, da acção promovida pelo Estado Novo à democratização do ensino e consequente expansão das instalações.

Enquanto sede da única universidade portuguesa, Coimbra tornou- se, ao longo dos séculos, um importante pólo cultural, tendo a norma culta desta cidade exercido grande influência no saber linguístico dos estudantes, os quais acabariam por influenciar os povos de outros espaços geográficos. Importante ainda a passagem pela instituição de muitos importantes nomes da literatura nacional.

A Alta de Coimbra

A cidade que é hoje Coimbra teve o seu primitivo núcleo de povoamento no cimo da colina da Alta. Este cabeço, com cerca de 160 metros de altitude, sobranceiro ao rio Mondego, para além das condições naturais de defesa que oferecia, era ponto de passagem quase obrigatória entre o Norte e o Sul – a partir daqui o Mondego entrava na vasta planície aluvial.

No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina (foto 05), onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes. A Alta da Cidade (foto 06) é a parte mais antiga de Coimbra e onde as ruas são mais estreitas e íngremes. Nela situa-se a Universidade de Coimbra, Capela de São Miguel, junto a Universidade (foto 07), o Museu Nacional Machado de Castro (foto 08), a Sé Velha (foto 09) e a Sé Nova (foto 10) que são ícones da cidade e da arquitetura.

A Rua da Sofia

(FOTO 11) R. da Sofia.

Foi rasgada em 1535, como artéria de invulgar amplitude e regularidade para a época. A Rua da Sofia (foto 11) destacava-se entre a malha apertada e sinuosa das ruelas e becos envolventes, destinando-se a abrigar, desde o primeiro momento, os colégios da Universidade, que D. João III fazia regressar a Coimbra, instalando os edifícios principais no Paço Real. Esta nova e monumental estrutura urbana conferia uma simbólica muito particular à instalação das escolas, realizada a partir de 1537; deste então, e até à actualidade, a história e a vida da cidade permaneceram intimamente ligadas à Universidade. No entanto, e apesar do dinamismo que esta estrutura criou e sustentou, a Rua da Sofia permaneceu durante séculos relativamente afastada dos ritmos urbanos tradicionais, como verdadeira “cidade universitária” e rua nobre, em torno da qual se mantinha um bairro ocupado por estudantes, e aberta ao comércio vulgar apenas a partir do século XIX .

Na Rua da Sofia foram erguidos sete colégios, com as suas igrejas:
1. O Colégio do Carmo (foto 12) foi construído a partir de 1540, tendo a igreja ficado concluída em 1597 e o claustro em 1600. Dos edifícios quinhentistas e seiscentistas subsiste apenas uma parte, bem como a igreja.
2. O Colégio da Graça (foto 13) foi fundado em 1543 e incorporado na Universidade em 1549. O edifício foi ocupado por um quartel militar, já retirado, mas cuja permanência implicou uma série de construções modernas, desvirtuando as características arquitectónicas e as funcionalidades originais.
3 e 4. Os Colégios de São Pedro e São Tomás (foto 14)  possuem actualmente valências muito diversas, sendo este último a sede do Palácio da Justiça (foto 15), depois de ter servido como moradia nobre; o seu portal principal, riscado igualmente por Castilho, está no Museu Machado de Castro.

5. Do Colégio de São Boaventura (foto 16) resta a igreja, sem afectação ao culto, e hoje propriedade particular.
6. O que resta do Colégio de S. Bernardo, particularmente os claustros, está ocupado por casas particulares, embora parte da cerca pertença à Câmara.
7. O Colégio das Artes (foto 17) encontra-se em recuperação, integrando um Centro de Artes Visuais.

O Convento de São Domingos (foto 18), edifício quinhentista destinado a substituir a primitiva casa fundada pelas infantas D. Branca e D. Teresa no século XII, é hoje um espaço inteiramente descaracterizado, onde funcionam galerias comerciais. Este imponente edifício foi traçado pelo arquitecto e engenheiro militar Isidoro de Almeida, introduzindo alterações importantes em relação ao modelo castilhano, embora a igreja nunca chegasse a ser terminada.

Desvirtuada que está a maior parte do seu património edificado, incluindo o importante e coeso núcleo colegial, bem como as casas religiosas e algumas habitações nobres, a Rua da Sofia vale particularmente pelo conjunto de soluções urbanísticas e inovações arquitectónicas que implicou, particularmente nos séculos XVI e XVII. Ressalva-se naturalmente a emblemática funcionalidade académica, a modernidade representada pela centralização dos colégios, e a adequação dos modelos arquitectónicos clássicos à reforma do ensino proposta por D. João III, entre outras importantes propostas.

Já entendidos os valores de cada local e os critérios a serem cumpridos para chegar a património mundial, as conclusões são:

Relativo ao critério I:

A Universidade, ao longo dos seus sete séculos de história, desempenha um papel absolutamente indiscutível de centro de produção e transmissão do saber numa área geográfica que abrange quatro continentes – do antigo Império português.

Sobretudo a partir da sua definitiva instalação na cidade de Coimbra, as influências culturais, artísticas e ideológicas de todo este mundo criado pelo pioneirismo dos descobrimentos portugueses, recebendo e difundindo conhecimento nas áreas das artes, das ciências, do direito, da arquitetura, do urbanismo e da paisagem.

Relativo ao critério II:

Universidade de Coimbra — Alta e Sofia mantém vivo um conjunto de tradições características das práticas simbólicas associadas às festividades cíclicas académicas, cujas origens se perdem nos seus sete séculos de história. Quer ao nível da cultura académica institucionalizada, sobretudo na Tomada de Posse do Reitor, Abertura Solene das Aulas, provas de Doutoramento e Doutoramento Honoris Causa, quer ao nível da cultura académica estudantil, com a Festa das Latas, a Queima das Fitas, as Serenatas e a Canção de Coimbra, estas tradições constituem parte do imaginário da Universidade de Coimbra, mas também dos pais, amigos e estudantes de outras universidades nacionais ou internacionais que participam nos eventos académicos, e ainda, fazem parte do imaginário dos cidadãos dela. Devido a importância, vivacidade e potencialidade criativa destas tradições, estas têm sido influenciadas e recriadas por outras comunidades universitárias.

Relativo ao critério III:

Universidade de Coimbra — Alta e Sofia é um conjunto arquitetónico notável, simultaneamente ilustrativo das diversas funções da instituição universitária, que tem as suas origens na Idade Média, e dos vários períodos significativos da história da arquitetura e da arte portuguesa e do espaço geográfico e cultural português – o do antigo Império português. A sua história está intimamente relacionada com as reformas nos campos ideológicos, pedagógicos e culturais, com correspondências diretas ao nível material. Através do seu conjunto, a Universidade de Coimbrarepresenta e é resultado da agregação de uma longa génese cultural, sempre presente e ativa, arquitetónica e esteticamente verificada nos vários edifícios que a compõem, compreendidos nas áreas candidatas a Património Mundial, a Alta e a Sofia.

Relativo ao critério IV:

Universidade de Coimbra — Alta e Sofia desempenhou um papel único na constituição e unidade da língua portuguesa, expandindo a norma culta da língua e consagrando-se como importante oficina literária e centro difusor de novas ideias, tendo passado por esta instituição vários escritores e divulgadores da língua e da cultura. Sendo a única Universidade em todo o espaço geográfico de administração portuguesa, a sua ação estendeu-se na formação dos profissionais que seguiam para o espaço geográfico de administração portuguesa, quer continental e insular, quer nos antigos territórios ultramarinos até às suas respetivas independências, formando as elites e os movimentos de resistência e contestação ao poder. A universalidade desta Universidade está ainda bem viva nos vários cantos do mundo, já que são muitos os atuais estudantes universitários de vários países, sobretudo os lusófonos, que retomam aquela história, influenciando e deixando-se influenciar culturalmente, mantendo viva a troca de ideias e de conhecimentos.

Fontes:

– http://www.publico.pt/multimedia/video/patrimonio-coimbra-20130621-183601

– http://candidatura.uc.pt/pt/criterios/

– http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=5909

–  http://candidatura.uc.pt/pt/atributos/

– http://www.cm-coimbra.pt/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=4985&Itemid=381.

– http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74886/

 

MÓDULO 41_MOBILIÁRIO DO NIEMEYER

Assim que abri esta Módulo, surgiu a imagem de uma cadeira desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e sua filha, a designer Anna Maria Niemeyer.

Cadeira Niemeyer & Niemeyer.

Cadeira Niemeyer & Niemeyer.

E hoje, como estaram as cadeiras de Niemeyer?

Exatamente sobre esta cadeira, não achei nada! Acho que não fez tanto sucesso quanto as outras…

Encontrei uma publicação da Revista Brasileira AU, de 1995, onde falava um pouco sobre a história dos mobiliários de Niemeyer, onde dizia que a essa nova façanha havia se iniciado em 1971. Quando o  arquiteto sentiu a necessidade de criar mobiliários para atender uma falha, e dizia:  ”O problema que encontrei no equipamento dos edifícios é que, muitas vezes, o mobiliário, o arranjo interno, prejudica completamente a arquitetura”, diz o arquiteto no livro Móvel moderno no Brasil, de Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, ao explicar o porquê do interesse em projetar mobiliário. E considera-os parte fundamental da composição arquitetônica.

E ainda acrescenta: “Todos os móveis estão presos ao princípio de que são complemento da arquitetura e devem ser atualizados e modernos como a própria arquitetura”.

De acordo com o arquiteto e pesquisador Júlio Katinsky, Niemeyer fez parte de um grupo de arquitetos pioneiros na prática do design de móveis no Brasil, cujo trabalho foi importante para “a animação do movimento de modernização do móvel e para a introdução do desenho industrial no País”.

A maioria das peças de mobiliários que Niemeyer criou, fez em parceira com sua filha, Anna Maria Niemeyer.


O primeiro protótipo da poltrona alta com banqueta, primeira  peça idealizada por eles,  tinha sua estrutura feita de lâminas de  aço e ângulos retos. E penso que seja a da primeira imagem desta  página, da revista Módulo.
As primeiras experiências do arquiteto na área de mobiliários  foram inicialmente mais conhecidas na Europa. Pois tiveram que  ser fabricadas lá, devido a tecnologia exigida para a execução.

Após algumas peças elaboradas, o estudo da madeira prensada  permitiu maior economia e facilidade de construção. “É  interessante assinalar como a técnica da madeira prensada nos  aproxima da arquitetura: a mesma possibilidade de formas novas, o mesmo empenho em reduzir seção e simplificar o sistema construtivo”, conta Niemeyer  em Móvel moderno no Brasil. Curvada, a madeira é fixada ao centro do assento, de onde saem seus dois pontos de apoio, que garantem o equilíbrio da peça. Um deles é prolongado e utilizado, também, como estrutura de apoio do encosto.

A partir desses conceitos, Niemeyer passou a produzir poltronas, mesas, cadeiras de balanço, espreguiçadeiras e marquesas, utilizando, além da madeira prensada, as palhinhas naturais, que viraram materiais característicos de seus móveis. Com essas e outras mobílias, o arquiteto equipou vários de seus projetos, como a sede do Partido Comunista Francês, em Paris. “Deve haver uma adequação do móvel e o interior, dependendo do tipo de prédio. Numa residência, por exemplo, os móveis devem acompanhar a maneira de viver do homem de hoje; eles são mais simples, menos austeros”, diz.

Marquesa (1974) e cadeira de balanço (1977), Niemeyer.

Em 1995, as peças voltaram a ser fabricadas e comercializadas.

Fontes:
– Revista Módulo, nº41, de 1975.
http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/165/made-in-oscar-e-anna-maria-niemeyer-poltrona-67570-1.asp
http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/165/made-in-oscar-e-anna-maria-niemeyer-poltrona-67570-1.asp
– http://casa.abril.com.br/materia/oscar-niemeyer-marquesa